Os Direitos da Natureza constituem um paradigma ético, jurídico e civilizacional que reconhece a Terra como sujeita de direitos, com valor intrínseco, independentemente de sua utilidade humana. Inspirados nas cosmovisões de povos originários, afirmam a interdependência recíproca e respeitosa entre todos os seres. A Natureza é vista como mãe, sagrada e fonte de vida, em contraposição ao modelo antropocêntrico e exploratório. Essa visão ecocêntrica aponta caminhos para uma transformação profunda e plural da relação humana com o planeta.
A Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza (ABDN) surge para apoiar a superação desta lógica mercantilista e extrativista. Vinculada ao programa Harmony with Nature da ONU e à Global Alliance for the Rights of Nature (GARN), atua em formação, incidência política e mobilização social, promovendo fóruns, cursos e legislações que reconheçam a Mãe Terra como sujeita de direitos. Desde 2018, contribui para avanços como a aprovação da primeira lei brasileira sobre o tema em Bonito–PE, a homologação de outras legislações e a criação da Assembleia da Terra Brasil.
A ABDN se posiciona contra falsas soluções climáticas que mercantilizam a vida e financeirizam a Natureza, incluindo a flexibilização das leis ambientais e a expropriação de territórios originários e tradicionais. Rejeitamos respostas insuficientes, interesses econômicos predatórios e a criminalização de defensores socioambientais. Em convergência com a Cúpula dos Povos, desejamos uma transformação estrutural da relação humana com o planeta, promovendo sistemas jurídicos, econômicos e políticos que reconheçam a Natureza como sujeita de direitos. Propomos uma transição justa, popular e inclusiva, com políticas que garantam direito à terra e território, soberania alimentar, proteção da sociobiodiversidade, educação intercultural, comunicação livre, erradicação do racismo ambiental e financiamento climático justo.
Para tanto, de forma prioritária, defendemos:
Em todas essas agendas centrais ao debate climático, reafirmamos que nossas posições, enquanto Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza, estão firmemente alinhadas aos direitos e reivindicações dos povos originários e tradicionais, assim como ao compromisso com a preservação da Natureza e com o avanço do seu reconhecimento como sujeita de direitos.
Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza
Novembro, 2025.
The Rights of Nature constitute an ethical, juridical and civilizational paradigm that recognizes the Earth as a subject of rights, with intrinsic value, regardless of its human utility. Inspired by the worldviews of native peoples, they affirm the reciprocal and respectful interdependence between all beings. Nature is seen as mother, sacred and source of life, in contrast to the anthropocentric and exploratory model. This ecocentric vision points to ways for a profound and plural transformation of the human relationship with the planet.
The Brazilian Articulation for the Rights of Nature (ABDN) arises to support the overcoming of this mercantilist and extractivist logic. Linked to the UN Harmony with Nature program and the Global Alliance for the Rights of Nature (GARN), it works in training, political advocacy and social mobilization, promoting forums, courses and legislation that recognize Mother Earth as a subject of rights. Since 2018, it has contributed to advances such as the approval of the first Brazilian law on the subject in Bonito-PE, the ratification of other legislation and the creation of the Assembly of the Land Brazil.
The ABDN takes a stand against false climate solutions that commodify life and monetize Nature, including the relaxation of environmental laws and the expropriation of original and traditional territories. We reject insufficient responses, predatory economic interests, and the criminalization of socio-environmental activists (defenders). In convergence with the People's Summit, we seek a structural transformation of the human relationship with the planet, promoting legal, economic and political systems that recognize Nature as a subject of rights. We propose a just, popular and inclusive transition, with policies that guarantee the right to land and territory, food sovereignty, protection of socio-biodiversity, intercultural education, free communication, eradication of environmental racism and fair climate financing.
To this end, as a priority, we defend (advocate):
In all these agendas central to the climate debate, we reaffirm that our positions, as the Brazilian Articulation for the Rights of Nature, are firmly aligned with the rights and claims of indigenous and traditional peoples, as well as the commitment to the preservation of Nature and the advancement of its recognition as a subject of rights.
Get to know the Brazilian Articulation for the Rights of Nature
Los Derechos de la Naturaleza constituyen un paradigma ético, jurídico y civilizatorio que reconoce a la Tierra como sujeto de derechos, con valor intrínseco, independientemente de su utilidad humana. Inspirados en las cosmovisiones de los pueblos originarios, afirman la interdependencia respetuosa entre todos los seres. La naturaleza es vista como madre, sagrada y fuente de vida, en contraste con el modelo antropocéntrico y extractivista. Esta visión ecocéntrica apunta a caminos para una transformación profunda y plural de la relación humana con el planeta.
La Articulación Brasileña por los Derechos de la Naturaleza (ABDN) surge para apoyar la superación de esta lógica mercantilista y extractivista. Vinculada al programa Armonía con la Naturaleza de la ONU y a la Alianza Global por los Derechos de la Naturaleza (GARN), trabaja en la formación, incidencia política y movilización social, promoviendo foros, cursos y legislación que reconocen a la Madre Tierra como sujeto de derechos. Desde 2018, ha contribuido a avances como la aprobación de la primera ley brasileña sobre el tema en Bonito (PE,Brasil) la ratificación de otras leyes y la creación de la Asamblea de la Tierra Brasil.
La ABDN se posiciona contra las falsas soluciones climáticas que mercantilizan la vida y financiarizan la naturaleza, incluida la relajación de las leyes ambientales y la expropiación de territorios originarios y tradicionales. Rechazamos las respuestas insuficientes, los intereses económicos depredadores y la criminalización de los defensores socioambientales. En convergencia con la Cumbre de los Pueblos, queremos una transformación estructural de la relación humana con el planeta, promoviendo sistemas jurídicos, económicos y políticos que reconozcan a la Naturaleza como sujeto de derechos. Proponemos una transición justa, popular e inclusiva, con políticas que garanticen el derecho a la tierra y el territorio, la soberanía alimentaria, la protección de la sociobiodiversidad, la educación intercultural, la libre comunicación, la erradicación del racismo ambiental y el financiamiento climático justo.
Para ello, como prioridad, defendemos:
En todos estos temas centrales para el debate climático, reafirmamos que nuestras posiciones, como Articulación Brasileña por los Derechos de la Naturaleza, están firmemente alineadas con los derechos y reclamos de los pueblos indígenas y tradicionales, así como con el compromiso con la preservación de la Naturaleza y el avance de su reconocimiento como sujeto de derechos.
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